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Paroles
Toda vez que eu viajava
Pela estrada
De ouro fino
De longe eu avistava
A figura de um menino
Que corria abrir
A porteira
Depois vinha me pedindo
Toque o berrante
Seu moço
Que é pra eu
Ficar ouvindo
Quando a
Boiada passava
E a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda
E ele saía pulando
Obrigado boiadeiro
Que deus vai lhe
Acompanhando
Pra aquele sertão à fora
Meu berrante
Ia tocando
Nos caminhos desta vida
Muito espinho
Eu encontrei
Mas nenhum calou
Mais fundo
Do que isso
Que eu passei
Na minha viagem
De volta
Qualquer coisa eu cismei
Vendo a
Porteira fechada
E o menino não avistei
Apeei do meu cavalo
Num ranchinho à beira
Chão
Ví uma mulher chorando
Quis saber qual a razão
Boiadeiro veio tarde
Veja a cruz no estradão
Quem matou o
Meu filhinho
Foi um boi sem coração
Lá pras bandas
De ouro fino
Levando gado selvagem
Quando passo
Na porteira
Até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste
Mais parece
Uma mensagem
Daquele rosto
Trigueiro
Desejando me boa
Viagem
A cruzinha no estradão
Do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento
Que não esqueço jamais
Nem que meu
Gado estoure
E eu precise ir atrás
Neste pedaço de chão
Berrante eu não toco
Mais
Informations
Rendu célèbre par Sergio Reis
Toute reproduction interdite
Cet enregistrement est une reprise de O menino da porteira rendu célèbre par Sergio Reis









